Aos portais do inferno ( autoral)
A cada passo que dou uma dor nova, hoje sem sua presença as hienas do inferno me gozam.
Sedentas por minha alma já sofrida, a um passo de querer aniquilar com nossa própria existência. Elas mesmo por incumbência do demônio vem atormentar.
Elas vêm em meus sonhos! Me lembrar o quanto fui idiota, a reclamar de algo que tu mesmo não sabia o que reclamava. Agora vivo só com elas, com seus sorrisos malditos esperando que meu desespero chegue ao extremo.
Seus risos não param, enquanto houver esse sentimento mortal em mim, jamais me deixaram voltar a ser o que sempre fui, malditas dos infernos
Bem sabem que agora minha alma por sua falta está além do purgatório, chega ao vale de ossos onde seus senhores me acoitam pelas costas onde só terei a paz quando fizer o que esperam de mim.
Trazer sua nobre alma a nossa presença, algo que nunca faria pois sua alma é sim minha, minha recompensa.
Não darei ela a ninguém nem mesmo ao pior deles, simplesmente porque não os temo mais, cheguei ao mais fundo que podia chegar, e não há mal que me façam que seria pior que sua falta hoje. Então que venham arranquem minha pele tecido por tecido.
Pois você nunca tiraram de mim novamente, seu perdão fará minhas assas negras renascer do seu ventre quando nos tornamos um só novamente, assim que isso acontecer incendeiarei esse inferno com essas almas negras junto.
Para que possamos viver juntos como antes foi, nem no céu e nem no inferno.
Mas seremos felizes novamente até no negro limbo.
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